COMO IDENTIFICAR BOLETO FALSO?

COMO IDENTIFICAR BOLETO FALSO?

Cuidado nunca é demais, certo?

Como as transações comerciais e o volume de vendas realizadas pelo e-commerce não param de crescer, as tentativas de fraudes por parte de quadrilhas estão se tornando cada vez mais frequentes. 

Segundo o Serasa Experian, 72% dos negócios online brasileiros admitiram aumento de prejuízos devido ao avanço de fraudes digitais em suas operações em 2018. Um índice que têm gerado muita preocupação por parte de quem compra e vende as mercadorias.

Um dos golpes que têm conseguido enganar boa parte dos consumidores e têm gerado revolta é o boleto fraudado.

De acordo com Walter de Faria, diretor-adjunto de operações da FEBRABAN, os golpistas estão sempre buscando novas formas de se aproveitar dos consumidores. E por conta disso, é extremamente importante que as pessoas se mantenham alertas para evitar serem vítimas desses golpes.

Uma das formas mais eficazes para se proteger e não cair nessas armadilhas é tomar algumas medidas preventivas antes, durante e após a realização do pagamento. 

Quer impedir que os seus clientes sejam vítimas de boletos falsos? Veja, neste post, 5 dicas essenciais para reconhecer um boleto seguro de um boleto fraudado. 

Confira!

 

5 dicas para evitar boletos fraudados

1) Verificar se os dados do beneficiário estão corretos

Quando uma pessoa realiza uma compra por boleto, a instituição financeira insere algumas informações específicas no documento como, por exemplo, data do vencimento, CPF ou CNPJ do emissor e valor da cobrança. Também o nome e número do CPF ou CNPJ de quem vai receber o pagamento.

Para que as pessoas não caiam no golpe dos boletos fraudados, a primeira coisa a ser feita é conferir todos os dados do beneficiário antes de realizar qualquer tipo de transação. 

Não importa se utilizar um caixa eletrônico, mobile banking ou internet banking para realizar o pagamento, as informações do emissor devem aparecer na tela para a confirmação. 

Então, se os dados da tela não pertencerem ao beneficiário correto, não se deve em hipótese alguma concluir a transação.

2) Conferir se o valor da cobrança coincide com o número do código de barra

Os últimos números do código de barra são idênticos ao valor do documento. Assim sendo, se o valor da cobrança não coincidir com a última numeração do código, é bem provável que o boleto seja falso.

Para não correr o risco de perder dinheiro, a pessoa deve entrar em contato com o SAC da empresa para confirmar a veracidade do documento ou esclarecer todas as dúvidas.

3) Não realizar a impressão dos boletos

Muitas quadrilhas utilizam um software malicioso para interceptar os documentos e alterar os dados do boleto. 

O bolware, por exemplo, é um tipo de malware utilizado pelos golpistas para realizar modificações no documento quando a pessoa imprime o boleto. Ou seja, o vírus altera o valor de pagamento e a conta na qual o dinheiro deve ser depositado.  

Para evitar cair nesse golpe, é importante que a pessoa mantenha o seu antivírus sempre atualizado ou, melhor, que não realize a impressão dos boletos. 

Se estiver em dúvida sobre a segurança do computador, mas ainda assim quiser ter o documento impresso, ela pode solicitar que o emissor encaminhe o arquivo no formato PDF. 

Solicitar o boleto nesse formato é uma alternativa interessante, uma vez que esse tipo de documento é mais difícil de ser alterado.

4) Assegurar que os dados do banco são verdadeiros

Alguns golpistas podem anexar uma numeração diferente do banco que emitiu o título. 

Nesse caso, para verificar se está tudo certo com o boleto, basta conferir se os três primeiros dígitos do código de barra correspondem com a numeração da instituição financeira certa. 

Se as informações estiverem incorretas e não corresponderem com o código do banco, é porque o boleto foi fraudado e a pessoa não deve realizar o pagamento.

5) Utilizar a opção de Débito Direto Autorizado

Uma das formas mais eficazes de evitar o pagamento de boletos falsos é aderindo ao Débito Direto Autorizado, conhecido também como DDA

Quando o cliente cadastra-se ao DDA, ele recebe a versão eletrônica de todos os boletos bancários que foram emitidos no seu nome. 

Esse serviço pega as informações direto da plataforma de cobrança do banco e depois envia o documento emitido para a conta do sacado, impossibilitando que os dados do boleto sejam fraudados pelos golpistas.

Para utilizar a opção de Débito Direto Autorizado, o consumidor deve realizar o registro junto a sua instituição financeira como “pagador eletrônico”. Assim, quando houver algum tipo de cobrança no seu nome, a ferramenta permitirá à ele verificar quais são as origens das dívidas. 

O DDA é um serviço diferente do que as pessoas estão acostumadas. Nesse caso o cliente autoriza o banco a notificá-lo sempre que um boleto é emitido em seu nome. Então a instituição financeira até possui o documento, mas não realiza a operação de pagamento.

Por outro lado, na opção de débito automático o consumidor autoriza a instituição bancária a quitar o título na data de vencimento. Então, ele pode não saber se o documento pago é ou não seguro.

 

O que fazer caso seu cliente seja vítima de um boleto fraudado?

Se o seu cliente foi vítima de um boleto fraudado, a primeira coisa que você precisa fazer é aconselhá-lo a entrar em contato com a instituição que emitiu o pagamento. Por meio desse contato, ele e o gerente poderão avaliar qual é a melhor forma de solucionar o problema ou então obter o reembolso.

No entanto, se o pagamento não foi processado pelo banco, e nesse caso o documento pago era falso, o seu cliente deve se dirigir a polícia para fazer um boletim de ocorrência. 

Verificar as informações no documento e utilizar uma ferramenta que possibilita o Débito Direto Autorizado são as alternativas mais eficazes para o seu cliente evitar qualquer tipo de transtorno com boletos fraudados.

Por isso, para ajudá-lo a reforçar a segurança e certificar que o documento é mesmo um boleto seguro, é importante mantê-lo informado sobre o que precisa ser feito antes, durante e após o pagamento. 

 

Fonte : Tecnospeed.

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