Pix: bonito e rápido

Pix: bonito e rápido

O senso comum costuma fazer com que os brasileiros subestimem as capacidades tecnológicas de seu próprio país. Porém, estamos prestes a ganhar um sistema de pagamentos universal capaz de deixar muitos países europeus morrendo de inveja: o Pix, que foi concebido pelo próprio Banco Central do Brasil (BCB).

Uma resposta aos avanços tecnológicos do setor causados pelas fintechs, o Pix vem para substituir os antigos DOC e TED, permitindo a
transferência eletrônica de valores 24 horas por dia, sete dias por semana, de maneira interbancária e instantânea. Está em São Paulo e precisa enviar uma grana para seu  primo de Manaus às 02h35 da madrugada de um domingo? Basta abrir o smartphone e mandar um Pix; o dinheiro estará na conta dele imediatamente.

Obviamente, a novidade não é interessante apenas o público consumidor: lojistas também vão usufruir de facilidades com recebimento instantâneo de pagamentos por mercadorias em ecommerces, bastando que o cliente faça a leitura de um código QR.

A implementação do Pix será obrigatória para qualquer instituição financeira com mais de 500 mil usuários, mas mesmo fintechs menores não vão querer ficar de fora: afinal, o sistema também é extremamente barato para os bancos,
custando o equivalente a R$ 0,01 a cada 10 transações. Por conta disso, diferente do TED, por exemplo, nenhuma taxa é repassada ao consumidor ao fazer um Pix.

...mas e a segurança, como fica?

Obviamente, quando falamos de um sistema de pagamentos 100% digital, é natural que surjam algumas preocupações a respeito de sua segurança perante a fraudes e ataques cibernéticos. Por isso, a The Hack foi atrás de especialistas para entender o que está sendo feito para proteger esse novo ecossistema e como as instituições estão implementando tal novidade em suas infraestruturas.

De acordo com Daniel Almendra, analista do Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central, foram criados diversos sitemas para garantir a segurança do sistema. "Todas as transações financeiras no âmbito do Pix, bem como as operações de registro ealteração de chaves Pix, são realizadas por mensagens assinadas digitalmente pela instituiçãoemissora, enviadas em um canal criptografado por meio de TLS com autenticação mútua", explica.

Geremias Santiago, gerente de segurança da informação do Banco Original, afirma que existem diversos desafios de implementação do novo sistema, mas acredita que tais dificuldades "elevam o nível de maturidade das organizações menores, tirando-as da zona de conforto.

"Com as grandes mudanças que o PIX vai trazer ao mercado, é fato que teremos um trabalho muito grande contra golpistas, onde avalio a necessidade de reforçarmos as nossas bases de inteligência de segurança e fraudes com todas as fontes possíveis de informações para que possam ser utilizadas em nossos processos transacionais, compartilhando informações entre as organizações e educar cada vez mais nossos clientes em relação ao tema de forma simples e objetiva", comenta o executivo.

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