Cheque acabou? Dados mostram o contrário — e por que o ERP da Inteligence mantém o recurso
“O cheque acabou?” — Não. Veja os dados, o contexto por setor e a nossa posição no ERP
Publicado por Inteligence Gestão • Atualizado com dados do 1º semestre de 2025
Resumo rápido
- 50 milhões de cheques compensados no 1º semestre de 2025, somando R$ 211 bilhões. :contentReference[oaicite:0]{index=0}
- Em 2024, foram 137,6 milhões de cheques no ano (queda anual, mas ainda um volume relevante). :contentReference[oaicite:1]{index=1}
- Cheques existem há mais de mil anos no mundo; no Brasil, são regulados pela Lei do Cheque (Lei 7.357/1985). :contentReference[oaicite:2]{index=2}
O ERP da Inteligence atende empresas de diversos setores e perfis. Em vários deles, o cheque segue ativo — como instrumento de fidelização, negociação de prazo e alternativa quando cartão/Boleto/Pix não resolvem. Por isso, não faz sentido “desligar” as rotinas de cheque no core. Faz sentido parametrizar por empresa, filial, canal ou política de crédito.
O que os números dizem (2025)
Apesar do avanço histórico do Pix, o 1º semestre de 2025 registrou cerca de 50 milhões de cheques compensados, movimentando R$ 211 bilhões. O volume caiu versus 2024, mas revela um uso concentrado em transações de maior valor, especialmente entre empresas e segmentos tradicionais. :contentReference[oaicite:3]{index=3}
Em 2024, a FEBRABAN reportou 137,6 milhões de cheques no ano, reforçando que a queda é consistente, porém o instrumento permanece presente na cesta de meios de pagamento. :contentReference[oaicite:4]{index=4}
Por que alguns setores seguem usando cheque?
- Negociação de prazo e relacionamento: o cheque, especialmente pré-datado, ainda é usado em regiões e setores onde a relação comercial e o histórico local pesam mais que o limite do cartão.
- Ticket mais alto e recorrência: em B2B, atacarejos, materiais de construção, autopeças, clínicas e educacional, o cheque aparece como mais um instrumento na política de crédito.
- Rotina operacional existente: muitos processos (coleta, conferência, depósito, conciliação) já estão maduros nas equipes — mudar exige tempo, treinamento e política de risco.
Cheque não é “terra de ninguém”: há regra e compensação estruturada
No Brasil, o cheque é regulado pela Lei nº 7.357/1985 e circula por um sistema de compensação interbancária (COMPE), operacionalizado nacionalmente, com truncagem por imagem e processos padronizados. Isso significa que o meio tem governança técnica e jurídica, mesmo sendo menos popular hoje. :contentReference[oaicite:5]{index=5}
Então, devemos desativar as rotinas de cheque no ERP?
Resposta curta: não no ERP como um todo. Mantemos o recurso porque atendemos muitas empresas, em vários setores, com realidades diferentes. Em várias delas, o cheque é um canal de fidelização e margem, além de um plano B operacional.
Resposta prática: se a sua operação não usa cheque, desative por parametrização (perfis, políticas de crédito, telas e botões), sem retirar a capacidade do sistema para quem precisa.
Como o ERP da Inteligence trata cheque hoje (e boas práticas)
- Políticas por empresa/filial/canal: habilite/desabilite funções e visibilidades conforme o seu mix de pagamentos.
- Esteiras e papéis: recepção, conferência, depósito, retorno e baixa; segregação por usuário e logs de auditoria.
- Risco & compliance: parametrizações para checagens, limites e bloqueios por cliente, datas e valores; integração com rotinas de análise interna. (Para consulta a ocorrências oficiais de cheques devolvidos, o Relatório CCF pode ser obtido pelo Banco Central/Gov.br.) :contentReference[oaicite:6]{index=6}
- Conciliação: amarração por lote de depósito, agência/conta, data de crédito e divergências.
- Multimeios: conviva com Pix, cartão, boleto e crédito interno — a decisão é de política, não de limitação técnica.
Contexto histórico (curto e útil)
Globalmente, formas ancestrais do “cheque” são citadas há séculos (de instrumentos indianos e romanos a sakk persa/árabe), o que ajuda a entender sua longevidade cultural e jurídica. No Brasil contemporâneo, o marco legal é a Lei do Cheque (1985). :contentReference[oaicite:7]{index=7}
Opinião da Inteligence
Somos pró-escolha e pró-parametrização. Desligar cheque “no sistema” por causa do seu contexto pode prejudicar dezenas de clientes com realidades diferentes. Os dados mostram que o volume caiu, mas a relevância residual é inegável e concentrada em operações específicas — muitas vezes, justamente onde a margem depende de relacionamento e prazo. :contentReference[oaicite:8]{index=8}
Se você quer reduzir o uso de cheque na sua empresa, aqui vão alternativas
- Política de crédito com Pix/Boleto (descontos por antecipação e metas de migração).
- Cartão com taxas negociadas (monitorando o take rate por adquirente e ticket).
- Pix garantido/parcelado onde fizer sentido no fluxo (evitando canibalizar recebíveis saudáveis).
- Educação do cliente: combine prazos via contratos e adote recorrência quando aplicável.
Dica: faça A/B por canal e acompanhe inadimplência, prazo médio e margem antes de decretar qualquer “ban” definitivo.
Fontes e referências
- Dados 1º semestre/2025: ~50 mi de cheques e R$ 211 bi — Money Times (com base FEBRABAN). :contentReference[oaicite:9]{index=9}
- Corroboração da cifra de 2025 — IstoÉ Dinheiro. :contentReference[oaicite:10]{index=10}
- Panorama 2024 (137,6 mi de cheques) — Portal FEBRABAN. :contentReference[oaicite:11]{index=11}
- Marco legal — Lei do Cheque (Lei 7.357/1985). :contentReference[oaicite:12]{index=12}
- Compensação por imagem (COMPE) — Manual Operacional FEBRABAN. :contentReference[oaicite:13]{index=13}
- Origem e longevidade do cheque no mundo — Wikipedia (en). :contentReference[oaicite:14]{index=14}
- Relatório CCF (Gov.br/BCB) — serviço oficial para consulta de cheques sem fundos. :contentReference[oaicite:15]{index=15}
Nota: evitamos citações literais extensas; este texto resume fontes públicas e materiais de referência. As políticas do seu negócio devem orientar a parametrização do ERP.